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Continuando: A Primeira Família 

 

No tocante ao lugar da mulher na Igreja, os versículos apresentados são suficientes para toda mulher que queira submeter-se à autoridade das Escrituras. O serviço público na Igreja é uma área para a qual o Senhor, que é o cabeça da Igreja, chamou o homem. Para ele há numerosas instruções como exercer esse serviço. A mulher foi chamada para outras tarefas, e isso não significa que ela tenha lugar inferior diante do Senhor. Eram mulheres que serviam ao Senhor com seus bens. Foi a mulheres que o Senhor se apresentou primeiro, após a ressureição. Foram mulheres quem Ele incumbiu de transmitir aos irmãos a grande notícia de Sua ressureição. Mulheres lutaram junto com Paulo em prol do evangelho. O homem e a mulher têm cada um o seu próprio lugar, tanto no lar como na Igreja.

Gênesis 4 começa comunicando que Adão e Eva coabitaram. A relação sexual entre os cônjuges é uma bênção especial de Deus, na qual não há nada pecaminoso nem sujo. É um prazer e privilégio que Deus associou ao matrimônio. Isso pode ser constatado na instituição do matrimônio, quando Deus disse: "Estes dois serão 'uma só carne'" (Gn 2:24). Deus implatou o instinto sexual nos animais para perpetuação da espécie. Este também é o propósito de Deus para o homem. Deus disse a Adão e Eva: "Sede fecundos, multiplicai-vos" (Gn 1:28). A bênção dos filhos é uma fonte de grande alegria no matrimônio. E a ordem para gerar filhos continua vigente nos dias de hoje. Pode-se dizer que esse é o único mandamento que o gênero humano têm obedecido voluntariamente, em qualquer lugar. É uma consequência da atividade sexual. Embora, no tocane à sexualidade, Deus tenha dado ao homem muito mais que aos animais, dotando-o de compreensão e do amor controlado pela razão. Quando falta esse controle, o homem se rebaixa ao nível do instinto animal. 1 Coríntios 7:3-5 nos dá claras instruções de como viver a sexualidade no casamento: "O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência".

Vimos que Deus deu ao homem e à mulher uma posição distinta em certas áreas da vida. As epístolas de Paulo também apresentam isso. Por isso, é tanto mais notável verificar que neste caso ambos os parceiros são cotemplados com igual posição e igual direito. Esse é um aspecto muito importante para a vida sexual. Outro ensino importante é que os parceiros não devem ter em vista a sua própria satisfação, mas devem almejar a felicidade do outro. A meta no matrimônio não deve ser obter o máximo proveito possível, mas dar o mais que se possa. Se esses princípios forem respeitados, é possível viver por muitos anos um casamento prazeroso e harmonioso, mesmo no aspecto físico. Os laços do amor desse modo se reforçam. Por outro lado, a desconsideração desses princípios é a causa do fracasso de muitos matrimônios. O amor se esfria até que, por fim, um fica alheio ao outro; e o resultado muitas vezes é desastroso.

Muitos irmãos supõem, e até ensinam, que o celibato (ou a abstinência sexual dos casado) é indicador de um nível mais elevado de espiritualidade no crente. Isso é um erro. O próprio Senhor Jesus ensinou de forma diferente, e demonstrou isso chamando homens casados para apóstolos (1 Coríntios 9:5). Deus só aprova que alguém abra mão do matrimônio quando o fizer voluntariamente em prol do Reino de Deus. Poucos são qualificados com esse dom especial. Paulo também ensinou isso (1 Coríntios 7:32) e se opôs firmemente aos que proibiam o matrimônio (1 Timóteo 4:3). A exigência do celibato, que mais tarde foi instituída na igreja romana, não tem nenhuma base bíblica. A história eclesiástica provou que as pessoas não sãocapazes de viver uma vida casta quando isso lhes é imposto. Que ninguém se subestime nesse assunto. Não é o desejo em si mesmo o que caracteriza o pecado - aquilo que Paulo chama de "viver abrasado" -, mas o fato de buscar satisfação sexual fora do casamento.

Os coríntios escreveram a Paulo fazendo muitas perguntas, entre elas, várias a respeito do casamento. A resposta do apóstolo dá a entender que, dentro da esfera do matrimônio, Deus concedeu um lugar aos impulsos sexuais. Ceder a esses impulsos fora dessa esfera, caracteriza a "prostituição" ou o "adultério", e é condenado como pecado. É bom e absolutamente necessário que os crentes atentem para essa norma. Em nosso país, dito cristão, isso foi, nas gerações passadas, de certa forma levado em conta na formulação das leis. Hoje em dia, muitos não querem mais saber desse princípio divino. As relações sexuais fora do casamento são aprovadas e, muitas vezes, até publicamente propagadas.

Também as relações homossexuais recebem aprovação. Muitos até querem que essa forma de convivência seja reconhecida por lei. Os que têm a coragem de protestar publicamente contra tais práticas são tachados de antiquados e tapados. Devem ser punidos por discriminação, dizem alguns. Pensam esses que poderíamos nos desenvolver melhor e viver mais felizes sem essas normas bíblicas. E esse pensamento não é tão novo quanto parece. É a mesma velha mentira de Satanás no paraíso: "No dia em que [...] comerdes [o fruto proibido...] como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (Gênesis 3:5). É uma meia-verdade, e geralmente uma meia-verdade, é pior que uma mentira inteira. O diabo deixou de mencionar que, com esse conhecimento, o homem não mais seria capaz de deixar o mal, nem tampouco de fazer o bem. Abolir as normas de Deus nunca fez o homem mais feliz, nem jamais fará. Que sociedade desventurada é esta de hoje, que cada vez mais se afasta de Deus!

 Continua.

A Família segundo o Propósito de Deus
Harm Wilts
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- Postado por: kathy às 17h41

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