Continuando: A Primeira Família
O que se diz com respeitoà posição da mulher no lar? "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido" (Efésios 5:22-24). Esses versículos são dirigidos às mulheres, não aos homens. Se alguma irmã porventura tiver dificuldade para obedecer a essas instruções, é um conselho meu que leiam várias vezes a passagem. Os homens não precisam fazer isso. Geralmente estão bem convencidos dessa verdade. Conhecem muito bem o teor da exortação: "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido". Mas isto não lhes dá o direito de interpretar o versículo como se dissesse: "Maridos, mantende vossas mulheres em sujeição". A instrução aos maridos está na sequência da passagem que acabei de citar: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela" (v.25). Amar a sua esposa é bem diferente de governá-la!
Certa vez visitei um casal cuja relação estava muito longe do ideal. Quando cheguei o marido ainda não estava em casa. A esposa me recebeu e, passado um tempo, começou uma longa lista de queixas contra o marido. Era quase interminável. Durante algum tempo escutei em silêncio. Mas depois comentei que, ao que parecia, ela tinha um marido desobediente à Palavra de Deus. "Pode-se dizer que sim", respondeu ela, "Nunca ouço dele nenhuma palavra de apreciação ou de carinho." Peguei minha Bíblia, busquei a primeira epístola de Pedro 3:1-2 e li: "Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor". São versículos que ela conhecia bem. Quando lhe perguntei se tinha posto em prática esse conselho de Pedro, respondeu-me com franqueza que não: "Devo confessar que muitas vezes, quando ele se conduziu indevidamente, eu lhe respondi com palavras duras". Ela admitiu que essa talvez fosse a razão de não lograr exercer boa influência sobre o marido.
Naquele momento, nossa conversa foi interrompida pela chegada do marido. Ele viu a Bíblia aberta e o rosto da esposa inchado pelo choro e entendeu o que estava acontecendo. De fato, a relação entre eles não era como devia ser. Ele prontamente confessou isso.
No decorrer da conversa lemos o sétimo versículo desse mesmo capítulo: "Maridos, vós, igualmente, viveia a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações". O homem se queixou : "Como alguém pode amar uma mulher que não quer saber de sujeição, sempre é rebelde e quer fazer a vez de chefe?" E a esposa reagiu: "Como uma esposa póde se sujeitar a um marido que nunca demonstra apreciação ou carinho? Ninguém suporta isso!". Por fim, aconselhei os dois a trocar urgentemente os textos bíblicos. Que a mulher lesse e praticasse o que estava escrito para ela, e o marido levasse a sério o que estava escrito para ele.
Não é esse um problema generalizado entre os cristãos: atentar para o que o outro deve fazer? Somos mais propensos a atentar para os outros e criticá-los que a aplicar a Palavra de Deus a nós mesmos.
Os versículos citados lançam uma clara luz sobre as relações entre marido e mulher no matrimônio e no lar. Quanto à Igreja, o lugar assinalado para homens e mulheres também não é o mesmo. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo com o propósito de instruí-lo "como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja" (1 Timóteo 3:15). Disse: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio" (Timóteo 2:11-12).
Em 1 Coríntios 14:34, o apóstolo diz: "Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina". O que Paulo escreveu é um mandamento do Senhor, a cabeça da Igreja.
Noutro tempo não se suscitava a questão de ordenar uma mulher para o ministério, porque os versículos que lemos há pouco eram tidos como suficientemente claros e aceitos por sua autoridade. É triste verificar que hoje em dia, em geral, a ocorrência de mulheres exercendo o ministério nem mais se questiona. Por acaso encontraram uma melhor explicação para essas passagens? Impossível, pois não dão margens a duas interpretações! Não, argumentaram simplesmente que esses conceitos estão arcaicos. Seriam meros pontos de vista do apóstolo Paulo, aplicáveis àquele tempo, obsoletos para a época atual. Com essa forma de argumentar, as Escrituras são privadas de sua autoridade e simplesmente postas de lado. Aliás, é bem isso que tem acontecido com muitas outras verdades bíblicas, mas não quero me delongar nisso agora.
Continua.
A Família segundo o Propósito de Deus Harm Wilts Para obter mais informações sobre o livro clique aqui
- Postado por: kathy às 10h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
*Esse
layout é uma criação exclusiva de Kathy*
|